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Departamento de
Arqueologia
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O CPAS teve um papel pioneiro no Mergulho Amador e na Arqueologia Subaquática em Portugal.
As colecções de arqueologia estão depositadas no CPAS e são parte integrante do Museu Municipal da Vida Subaquática e da História Submersa.
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virtual.
Um pouco da sua história...
No ano de 1958, o Centro, em colaboração com o então Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia José Leite de Vasconcelos, iniciou um conjunto de missões de recolha de materiais arqueológicos em meio submerso, que se prolongaram até à década de 1970, numa área estuarina de fundão, contígua ao complexo industrial romano da península de Tróia.
Estas peças estão na origem das colecções actuais do Núcleo de Arqueologia.
Em 1968 a Secção de Arqueologia adquire o estatuto de Departamento, devido
à crescente reunião de colecções de diversas regiões e contextos,
representativas da multiplicidade de arqueosítios submersos, tais como,
naufrágios, zonas portuárias e locais de ancoradouro.
Outro contributo do CPAS, para a arqueologia subaquática, data de 1970.
No âmbito das dragagens do leito do Rio Arade, Portimão, foram identificados
vestígios de uma embarcação antiga depositada no fundo do estuário (designada
Arade 1). Esta descoberta suscitou a intervenção de uma missão de emergência
protagonizada por elementos do CPAS, com o objectivo de proceder ao registo
cartográfico e fotográfico, assim como a obtenção de amostras de madeira para análise.
As colecções
Colecção de ânforas e outros
artefactos arqueológicos do CPAS.
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Existem no acervo do Museu dezenas de ânforas, nomeadamente os tipos
correspondentes a contentores de produtos piscícolas que estarão
intimamente ligados à dinâmica produtiva do complexo industrial de Tróia.
O núcleo é também constituído por contentores oleários (para transporte
de azeite) e vinários (para transporte de vinho). A proveniência deste tipo de
testemunhos (Península Itálica, Norte de África, Baetica, e diversos pontos da Lusitania),
demonstram que Tróia seria um importante entreposto comercial na complexa rede do tráfego
marítimo característico da época romana.
Paralelamente, o mesmo sítio subaquático, local de rejeição do próprio complexo
fabril romano de Tróia, no qual entrevemos a possibilidade de ter desempenhado as funções
de ancoradouro, forneceu ainda outro tipo de vestígios arqueológicos. Destes, destacam-se os
seguintes materiais: moedas, cerâmica de construção, cerâmica comum de cozinha, mesa e
armazenamento, cerâmica fina de mesa (Terra sigillatae “paredes finas”),
fragmentos de recipientes em vidro e almofarizes utilizados na indústria de preparados de peixe.
Como vestígios de actividades piscatórias e náuticas, regista-se
ainda a presença de anzóis, pesos de redes de pesca, agulhas de coser
redes, pregos e cavilhas de construção naval.
Além destes vestígios arqueológicos da Antiguidade de proveniência subaquática,
existem também testemunhos de presenças náuticas - cêpos de âncoras romanas em
chumbo - recolhidos ao largo do Cabo Espichel. Esta última zona é, aliás, o local
de origem da maior parte dos elementos de âncoras romanas registados nos inventários
nacionais de património arqueológico subaquático.
A época pós-medieval é caracterizada pelos seguintes conjuntos de peças:
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Faianças portuguesas do século XVII (algumas restauradas pelos
serviços de Conservação e Restauro do Gabinete Técnico do Teatro Romano de Lisboa)
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Objectos náuticos e de equipamento de bordo (balas de mosquete,
ponteiros e um elemento de suporte de sistema “cardan”)
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Objectos pessoais e de uso quotidiano (fivelas de cintos, crucifixos,
asas de grandes recipientes de cozinha e uma taça fina de mesa em prata)
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Pacotilha destinada ao comércio nas costas de África (missangas), e
elementos utilizados no tráfico de escravos (malungas). Estes conjuntos
são oriundos de prováveis sítios de naufrágio ou de locais de ancoradouro
nas Ilhas de Cabo Verde. A presença de concreções nas peças recolhidas ao
largo da Ponta do Leme Velho, Ilha do Sal, que associam fragmentos de faiança
com projécteis e missangas, reforça a probabilidade de ter naufragado, nesta
zona, um navio português de finais do século XVII.
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Conjunto de cavilhas de cobre e de fragmentos de madeira provenientes
do sítio de naufrágio de uma embarcação do século XIX afundada no Tejo, Trafaria.
Do mesmo local existe um pequeno conjunto de elementos de carga (peles de animais)
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Objectos de uso quotidiano oriundos de sítios de naufrágios
em Cuba (oferta da Academia das Ciências de Cuba)
Estudos arqueológicos do CPAS
Concheiro de Salamansa
Foi estudado um sítio arqueológico correspondente a um concheiro em Salamansa, na ilha de S.
Vicente, Cabo Verde, datável de época pré-colonial, segundo análises de C14.
As escavações, promovidas pelo CPAS,
tiveram o apoio do Ministério da Cultura de Cabo
Verde e da Comissão Nacional dos Descobrimentos,
e sob a responsabilidade do Prof. Doutor João Luís Cardoso.
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Comunicações efectuadas
"Contribuição do CPAS para a Arqueologia Subaquática em Portugal - Barcos
do Arade, 1970" por Margarida Farrajota -
Presidente do CPAS in Seminário "Os Museus e
o Património Náutico e Subaquático", Portimão
18/19 de Junho de 2004.
Publicações
FONSECA, C. (2003). A Terra Sigillata do Fundeadouro de Tróia. Trabalho de Seminário do curso de História, variante Arqueologia, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
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